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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Bienal do B no T-Bone

Evento literário alternativo reunirá mais de 50 artistas. Entre os convidados estão os poetas Thiago de Mello e Nicolas Behr e o músico Kiko Zambianchi



Arte na rua, de graça e para todos. Assim será a Bienal do B – evento alternativo que substituirá a 2ª Bienal Internacional da Poesia (BIP), que deveria ter sido realizada em setembro, mas foi cancelada pelo governo do Distrito Federal por falta de recursos. De 26 a 28 de outubro, o Açougue Cultural T-Bone sediará o encontro literário, que reunirá mais de 50 poetas, artistas plásticos e músicos na comercial da 312 Norte. A programação inclui bate-papos, declamações de poesia, shows, lançamentos e venda de livros e teatro de bonecos.

A ideia de realizar a Bienal do B surgiu da insatisfação de artistas pelo cancelamento da BIP na última hora. Como eles mesmos argumentam, a melhor forma de protestar é fazer cultura e não deixar as ideias morrerem. De acordo com o proprietário do T-Bone, Luís Amorim, a iniciativa representa a força que a arte tem na capital. "É uma criação coletiva e será manifestada ao ar livre, sem burocracia", disse.  A lista de convidados locais, nacionais e estrangeiros que estarão na Bienal do B confirma.

A expectativa é grande. O poeta Nicholas Behr vê na bienal uma oportunidade para que Brasília respire. "É a desconstrução dessa realidade mecânica e cruel em que vivemos, de metas e produção", afirma o poeta, brasiliense de coração. "Nada é tão inútil, nem tão necessário." De acordo com ele, o livro é só um depósito de palavras, "A poesia deve sair das páginas e tocar os ouvidos", destaca. Behr declamará poesias e participará de bate-papos. "Não basta fazer títulos, poeta que é poeta tem que ler e apresentar o seu trabalho", diz. "Vou lá mostrar serviço."

Considerado um dos maiores poetas brasileiros, o amazonense Thiago de Mello, autor de "Os estatutos do homem", estará no evento alternativo. "Não vou como escritor profissional, vou como escritor solidário", justifica o poeta, que aceitou o pedido de um amigo e não cobrou para comparecer. Na capital, ele pretende repartir a esperança que guarda em si. "A poesia é instrumento de mudança e formação de consciência, não é só arte", diz. No bate-papo, Mello afirma que cada um deve fazer a sua parte trabalhando na mudança para endireitar a vida dos que sofrem no país;.

Na Bienal do B também haverá homenagens. Os escolhidos são o poeta Ezio Pires, o livreiro Ivan Silva, da Livraria Presença, e a coordenadora da Biblioteca Demonstrativa de Brasília, Maria da Conceição Moreira Salles. "É maravilhoso ver o resultado do trabalho realizado na biblioteca reconhecido", diz Maria da Conceição. "Sempre procuramos destacar autores da Brasília e dar espaço para que eles divulgassem suas obras."

Embora os locais e a estrutura do festival poético tenham mudado, o anfitrião será o mesmo: o presidente da Biblioteca Nacional de Brasília – e poeta –, Antônio Miranda.

Interação artística

Música é poesia e por isso músicos de Brasília e de outras cidades se apresentarão nas três noites literárias e participarão de bate-papos com o público. Entre eles estão Kiko Zambianchi, Jorge Mautner, Rênio Quintas, Fernanda Porto, Marcio Cipriano e o grupo Sopro & Cordas.

Além de música e poesia, a bienal alternativa terá exposição de artistas plásticos locais, bancas para a compra e venda de livros e apresentação do mímico Miqueias Paz. Para as crianças, a partir das 18h, se apresentarão o bonequeiro Carlos Machado, a Companhia de Teatro Pilombetagem e o grupo Circo Boneco e Riso.

O evento é uma iniciativa da Organização Não Governamental Viva Arte – idealizada por Luis Amorim, dono do Açougue Cultural T-Bone. A bienal tem apoio da Petrobras e a contribuição voluntária dos artistas. "A nossa ideia é mostrar que a arte existe independentemente do apoio do Estado", afirma o porta-voz do Viva Arte e poeta, Vicente Sá.

Por Natalia Emerich - Foto: Secom Prefeitura de Manaus

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Plano de Carreira para a Cultura


Nas próximas semanas o GDF deve encaminhar à Câmara Legislativa do Distrito Federal um Projeto de Lei reestruturando o Plano de Carreira dos servidores da Cultura. A notícia foi dada na manhã desta quarta-feira pela distrital Eurides Brito, da frente pela Cultura, durante reunião com o secretário de Cultura, Silvestre Gorgulho, o secretário-adjunto, Beto Sales, e representantes dos servidores.

A proposta a ser apresentada foi amplamente discutida entre Secretaria e servidores e atende a uma antiga reivindicação da categoria. De acordo com a classe, há anos os trabalhadores da carreira ‘Atividades Culturais’ sofrem com uma distorção salarial em relação aos demais órgãos do Governo.

A proposta é que o novo plano entre em vigor ainda este ano. Para isso, seria dividido em duas etapas. Na primeira, prevista para agosto de 2009, parte das gratificações seriam incorporadas ao salário. Em 2010, os demais benefícios seriam acrescentados.

Para o servidor Ubirajara de Oliveira (Bira), trata-se de um grande avanço. “Pela primeira vez a Cultura tem o mesmo tratamento dado ao restante do governo. Durante anos ficamos esquecidos. Para compensar parte das perdas, recebíamos gratificações. Agora a alteração será definitiva”, destacou.

O secretário de Cultura, Silvestre Gorgulho, diz-se satisfeito com o bom rumo das negociações. “A conversa com os servidores foi muito promissora. È preciso destacar o empenho da deputada Eurides Brito, parceira fundamental nas conquistas da Cultura”, concluiu.

Da Assessoria de Imprensa da Secretaria de Cultura do DF

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Balanço do Ciclo de Debates do Plano Nacional de Cultura

O caderno Por que Aprovar o Plano Nacional de Cultura - Conceitos, Participação e Expectativas já está disponível. Por meio dele, você tem acesso aos resultados do debate público para aprimoramento de suas diretrizes, realizado no segundo semestre de 2008 e que compreendeu 27 Seminários Estaduais.

A publicação de 84 páginas, elaborada em parceria com a Sociedade Amigos da Cinemateca (SAC), explica o histórico e o conteúdo do PNC e detalha seu processo participativo. Lançada em audiência pública na Câmra dos Deputados, em 29 de abril de 2009, será distribuída para prefeituras e secretarias e órgãos estaduais de cultura, além de deputados, senadores e participantes dos Seminários Estaduais.

O caderno destaca a etapa final de participação de 2008. Após um balanço geral do período, propostas, fotos e números do debate de cada estado são apresentados. Em depoimentos, representantes do poder público e da sociedade civil que participaram da sequência comentam o caminho percorrido para a elaboração do projeto e a importância de aprová-lo.