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domingo, 11 de dezembro de 2011

Bloco Os Apaixonados já tem samba para 2012


Na tarde de hoje o bloco tradicional Os Apaixonados realizou a escolha do seu samba-tema para o Carnaval 2012, o samba é de autoria de Josias Filho, Luzian Filho, Sebastião, Marcilio e Magno Dantas.O bloco defenderá na avenida, no seu primeiro ano de participação no grupo A, o tema  "Meu presente é de paixão: Um louvor a São Luís do Maranhão" de Jonathan Davemport.

A agremiação foi fundado no dia 20 de agosto de 2009, durante uma conversa de cinco amigos sobre sonhos, ideais e paixões, onde nasceu a força da realização de um dos sonhos em comum, a criação de um bloco tradicional no bairro do Cohatrac IV. Os ensaios são realizados na Praça da Caixa d'Água, atrás do Supermercado Maciel.

Conheça o samba vencedor 

Os Apaixonados escolhe seu samba hoje

O Cohatrac está em festa, hoje (11) o bloco tradicional Os Apaixonados escolhe seu samba-tema das 14:00 às 18:00, na Praça da Caixa d'Água, atrás do Supermercado Maciel, no Cohatrac IV. O bloco desfilará com o tema: "Meu presente é de paixão: Um louvor a São Luís do Maranhão" de Jonathan Davemport e estarão concorrendo para representar o bloco na avenida sete sambas, são composições de:

- Henrique Machado, Coqueiro da Vila, Júnior Assunção e Marcio Guimarães;

- Godinho, Tunai Moura e Renato Dionísio;
    
- Josias Filho, Luzian Filho, Sebastião, Marcilio e Magno Dantas;

- Nestor Neto e Joelson Braga;

- Darlan, Lucas Neto e Rakan;

- Alisson Freitas; e

- Dinho Pinheiro.

Conheça alguns dos sambas concorrentes:


Henrique Machado, Coqueiro da Vila, Júnior Assunção e Marcio Guimarães


Josias Filho, Luzian Filho, Sebastião, Marcilio e Magno Dantas


Godinho,Tunai Moura e Renato Dionísio

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Bloco Os Apaixonados escolhe samba-tema no domingo


O Bloco Tradicional Os Apaixonados promove o II Concurso para Escolha do Samba-Tema para o  Carnaval 2012  no dia 11 de dezembro de 2011 (domingo), das 14:00 até 18:00, na Praça da Caixa d'Água, atrás do Supermercado Maciel, no Cohatrac IV. O bloco desfilará com o tema: "Meu presente é de paixão: Um louvor a São Luís do Maranhão" e estarão concorrendo para representar o bloco na avenida sete sambas, composições de:

- Henrique Machado, Coqueiro da Vila, Júnior Assunção e Marcio Guimarães;
- Godinho;      
- Josias Filho, Luzian Filho, Sebastião, Marcilio e Magno Dantas;
- Nestor Neto e Joelson Braga;
- Darlan, Lucas Neto e Rakan;
- Alisson Freitas; e
- Dinho Pinheiro.

A surpresa do concurso ficará por conta da participação do compositor e ritimista maranhese Henrique Machado, residente em Brasília, que após 11 anos afastado da passarela, retoma com Coqueiro da Vyla uma das mais antigas parcerias do Carnaval dos Blocos Tradicionais.

"É muito bom voltar a compor, é uma satisfação sem igual, principalmente depois de 25 anos de participações na passarela, sentir a emoção de estar concorrendo pela primeira vez em um concurso que não seja o oficial. Lembro bem da década de 90, quando eu e Coqueiro conseguimos levar para avenida 11 sambas em um só ano, e o que era legal não tinhamos esses blocos todos e isso representava 50% do desfile". afirma o compositor Henrique Machado que é autor do samba-tema do 2º tri-campeonato do Bloco Os Versáteis, fato ainda não alcançado por nenhuma outra agremiação da categoria, e com participação cativa em todas as coletâneas de blocos tradicionais produzidas até o carnaval de 2000.

Conheça o samba de Henrique Machado, Coqueiro da Vyla, Junior Assunção e Márcio Guimarães

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Produtor cultural no Distrito Federal processa bloco tradicional maranhense

O bloco tradicional Pierrot de São Luís do Maranhão, uma das mais antigas brincadeiras carnavalesca em atividade, esteve no mês de agosto em Brasília e não compareceu a uma apresentação, solicitada pela sua diretoria para um produtor cultural da cidade, na Praça da QE 40 no Guará.

O produtor Henrique Machado após tentar um acordo amigável, reafirmado ao vivo em programa cultural da rádio Educadora AM do Maranhão, com a diretoria da agremiação, não obteve êxito no ressarcimento e requereu a Ação de Indenização nº 2011.01.1.189204-6 no 1° Juizado Especial Cível e Criminal do Guará.

A Audiência de conciliação, instrução e julgamento está marcada para hoje (30) às 15h45 no 1° Juizado Especial Cível e Criminal do Guará no Distrito Federal.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Fundação Cultural Palmares realiza projeto “Cantando e Contando a História do Samba” em Belo Horizonte

 
A Fundação Cultural Palmares realizará, nos dias 01 e 02 de dezembro, o primeiro seminário do projeto “Cantando e Contando a História do Samba”, na Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte. No próximo ano, serão promovidos mais nove seminários em dez estados brasileiros, que abordarão a História e a Cultura Afro-brasileira por meio da centralidade da cultura: a dança, a música, a religião, a arte, os ritos, as tradições.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Sistema Nacional de Cultura: estado do Rio de Janeiro lidera número de adesões


O Rio de Janeiro já é o estado brasileiro com maior percentual de adesões ao Sistema Nacional de Cultura (SNC). Nos últimos quatro meses, 13 municípios fluminenses se integraram ao sistema, elevando para 31 o total de prefeituras que estão em negociação ou já assinaram o acordo de cooperação federativa do SNC.

Dos 92 municípios do Estado, 33,7% já fazem parte do SNC, enquanto no Maranhão, segundo colocado da lista, a proporção é de 33,6%. Desde o final de junho, o Estado avançou três posições na relação nacional. Na época, o Rio de Janeiro ocupava o quarto lugar, atrás do Maranhão, do Ceará e de Pernambuco. Em todo o país, 671 prefeituras já se integraram ao SNC, o que corresponde a 12,1% dos municípios brasileiros.

São os seguintes os novos integrantes do Sistema Nacional de Cultura no Estado: Angra dos Reis, Belford Roxo, Cachoeiras de Macacu, Campos dos Goitacazes, Macuco, Magé, Mangaratiba, Maricá, Niterói, Nova Friburgo, Nova Iguaçu, Paraíba do Sul e São José do Vale do Rio Preto.

Campanha

O interesse manifestado pelos municípios fluminenses é resultado de uma ampla campanha de divulgação do Sistema Nacional de Cultura, realizada pela Representação Regional do MinC no Rio de Janeiro e no Espírito Santo junto às prefeituras. A presença maciça dos municípios ( 78 enviaram gestores , artistas ou produtores culturais) no Seminário do dia 6 de outubro, que discutiu as metas do Plano Nacional de Cultura e tirou dúvidas sobre o processo de ingresso no SNC, indica que novas adesões devem ocorrer até o início do próximo ano.

O chefe da Representação Regional , André Diniz, informou que a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, pediu ao secretário de Articulação Institucional do MinC, João Roberto Peixe, para acelerar as adesões dos municípios e estados ao Sistema.  “Definitivamente essa é uma garantia para que a sociedade participe das discussoões da área cultural com o poder público, criando uma agenda de ações planejada, debatida. Nossa meta é que ao final de 2012 o Rio e o Espírito Santo tenham 60% dos seus municípios aderidos ao Sistema. Será uma grande vitória”, afirmou Diniz.

Empenho das Representações

Em Brasília, o coordenador geral de Estratégia e Gestão das Ações da Secretaria de Articulação Institucional do MinC, Marcelo Velloso, ressaltou que a meta nacional de integrar 10% dos municípios brasileiros ao Sistema, até o final de 2011, já foi ultrapassada dois meses antes do prazo, o que mostra o empenho de todas as Representações Regionais em divulgar o Sistema. E acrescentou: “Este resultado é fruto do amadurecimento político dos municípios, da compreensão de importância da gestão pública compartilhada da cultura”.

A próxima etapa da campanha regional de divulgação do SNC será realizada no Espírito Santo, onde até o momento apenas quatro dos 78 municípios iniciaram processo de adesão ao Sistema, dos quais três aderiram nos últimos quatro meses. A Representação Regional do MinC realizará, em Vitória, no próximo dia 5 de dezembro, o Seminário Metas do Plano e Sistema Nacional de Cultura. Estarão presentes no encontro os secretários de Articulação Institucional do MinC, João Roberto Peixe; e de Políticas Culturais (SPC/MinC), Sérgio Mamberti.

Por Heloísa Oliveira da Ascom RRRJ/MinC

sábado, 12 de novembro de 2011

Família Real do carnaval de Vitória tem look inspirado na Globeleza

No total, foram inscritos seis projetos de estilistas e figurinistas capixabas. Look vencedor também homenageia catadores de lixo de São Pedro.



A inspiração para desenvolver os looks vencedores da  Família Real do carnaval de Vitória 2012 veio da mulata Globeleza, representando a origem do carnaval de avenida. As criações trazem ainda o tema reciclagem, inspirado na reeducação ambiental do plástico reciclável e uma alusão ao movimento de catadores de lixo do bairro São Pedro.

A Secretaria Municipal de Cultura anunciou o projeto vencedor do concurso "Seleção de Projetos Looks Família Real do Carnaval de Vitória (ES) 2012", que confeccionará todas as roupas, acessórios e maquiagens a serem usados pelo Rei, Rainha e Princesas durante o período da folia.

De acordo com a comissão organizadora, foram inscritos um total de seis projetos, todos de estilistas e figurinistas capixabas. Após a reunião da Comissão de Premiação, formada pela estilista Gabriela Lima, pelo professor e estilista Josué Vasconcelos e pela estilista e produtora da Casa Aberta Espaço de Moda & Arte, Stael Magesck, ficou decidido que o projeto vencedor é o inscrito por Anderson Luppi, que alcançou 89 pontos. O 2º e 3º lugares ficaram para o candidato Edson Vander da Cruz, com 82 pontos e ocandidato de Braulio dos Santos Malheiro, com 80 pontos.

Anderson Luppi foi o responsável pela produção dos looks da Família Real em 2011 e já tem ampla experiência com o carnaval. Já foi diretor de Carnaval da Escola de Samba Novo Império, além de ter colaborado com a escola São Torquato. Também trabalhou no Rio de Janeiro, nas escolas Beija-Flor, Mangueira e Estácio de Sá.

Em seu trabalho, Anderson fará uso de diversos tipos de materiais, como lycra, paetês, pedrarias e outros tecidos e objetos, ressaltando a identidade da cultura de Vitória. O primeiro look da Família Real para a avenida é inspirado em antigos carnavais, em que pierrôs e colombinas se enamoravam nos salões, com um toque de alfaiataria das Famílias Reais que vieram de Portugal, e trazendo ainda a referência da mulata Globeleza. A Corte Momesca entrará no Sambão do Povo brilhante e reluzindo em cores.

Na segunda noite de desfiles do Grupo Especial, a Família Real representará a Educação Ambiental, a Sustentabilidade e a Logística Reversa, que fazem da reciclagem de materiais o negócio do milênio, trazendo novo uso para o que foi descartado.




Sobre o edital

O objeto do edital consiste na criação, execução, produção de beleza e supervisão de utilização de 2 (duas) fantasias principais para cada um dos integrantes da Família Real, além de looks casuais para as apresentações que antecedem o carnaval de Vitória e ornamentos principais (coroas, cetros e faixas distintivas).

É obrigação do premiado arcar com todos os custos de aquisição de materiais, confecção, produção de beleza e reparos das peças. Além disso, deverá ainda orientar e supervisionar os integrantes da Família Real na utilização das peças nas apresentações e acompanhá-los durante os dias de desfile do Carnaval de Vitória.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Câmara comemorará Dia da Consciência Negra em sessão solene

A Câmara promove na sexta-feira (11) sessão solene em comemoração ao Dia Nacional da Consciência Negra (20 de novembro). A data homenageia o líder do Quilombo dos Palmares, Zumbi.

A Lei 10.639, de 2003, que incluiu a comemoração no calendário escolar dos níveis fundamental e médio, também tornou obrigatório o ensino sobre história e cultura afro-brasileiras e de temas como história da África e dos africanos, luta dos negros no Brasil, cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional.

A sessão foi proposta pelo deputado Edson Santos (PT-RJ). Ele lembra que a instituição da data é “uma conquista do movimento negro brasileiro” e marca não apenas a importância da cultura negra para o País, mas também a luta para que as dívidas históricas com a população negra sejam reconhecidas.

A sessão solene, segundo ele, integra a luta por “reparações, ações afirmativas, políticas públicas e outras ações para reduzir as desigualdades raciais que ainda permeiam a nossa sociedade”.

A sessão está marcada para as 10 horas no plenário Ulysses Guimarães.
 
Da Redação/PCS Agência Câmara

Praças dos Esportes e da Cultura


Nesta segunda e terça-feira, dias 7 e 8 de novembro, acontecerá, em Belém, o Seminário Regional das Praças dos Esportes e da Cultura (PECs), com a participação de representantes dos 32 municípios dos estados do Amapá, Amazonas, Maranhão, Pará e Roraima, beneficiados com a ação do governo federal.  Promovido pelo Ministério da Cultura, o encontro é voltado para gestores dos estados da Região Norte, os quais se somarão aos cerca de 830 técnicos de outras regiões brasileiras que já realizaram seus seminários.

O encontro na capital paraense será realizado na sede da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), localizada na Avenida Almirante Barroso, nº 426, no Bairro Marco. O próximo seminário das PECs será em Brasília, nos dias 10 e 11 de novembro, e abrangerá os municípios da Região Centro-Oeste.

Os seminários regionais fazem parte da Proposta de Mobilização Social e Gestão das PECs e o seu objetivo é o debate e adesão a essa proposta, momento em que são passadas as orientações para a sua execução, bem como capacitação em metodologias de mobilização social e apresentação do curso à distância, que será desenvolvido posteriormente.

Também estarão presentes no encontro de Belém, representantes dos Ministérios da Cultura (MinC), Esportes (ME), Trabalho e Emprego (MTE)  e Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), além da Caixa Econômica Federal.

Encontros anteriores

O seminário das PECs, a se realizar na capital do Pará,  é o sexto promovido pelo MinC visando à preparação para o programa que prevê a implantação de 800 Praças dos Esportes e da Cultura em municípios de todas as regiões do país, até o final de 2014. Os espaços serão destinados à promoção da cidadania em áreas de alta vulnerabilidade social, por meio de ações culturais, práticas desportivas, oficinas de formação e qualificação profissional, além de outras atividades.

Durante as reuniões, os participantes recebem cartilha de orientação para as ações de mobilização social nas PECs, material elaborado com o intuito de auxiliar os municípios a ampliarem o diálogo com os cidadãos e também são apresentadas as propostas relacionadas às bibliotecas Mais Cultura, que serão integradas às Praças.

Após o término dos seminários regionais, será oferecido um curso à distância de gestão de equipamentos públicos, direcionado ao grupo de gestores das PECs. Cada município contemplado com uma Praça do Esporte e da Cultura poderá indicar dois funcionários públicos e duas lideranças comunitárias para participar da capacitação. O curso irá tratar, dentre outros temas, do gerenciamento e manutenção dos equipamentos.

Por Marcos Agostinho da Assessoria de Comunicação do Ministério da Cultura

Proposta cria fundo para preservação de acervo histórico

A Câmara analisa o Projeto de Lei 1581/11, da deputada Luciana Santos (PCdoB-PE), que institui o Fundo Especial do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Funphan), com a finalidade de assegurar recursos financeiros para a execução de ações de recuperação e preservação do acervo patrimonial tombado pela União ou por outros entes da Federação.

Pela proposta, o fundo contará, entre outras, com receita oriunda de recursos orçamentários da União; 1% da renda líquida dos concursos de prognósticos administrados pela Caixa Econômica Federal; e doações e legados.

O projeto prevê que a aplicação dos recursos poderá ser feita por meio de convênios firmados pela União com os municípios que possuam acervo tombado. O fundo contará com a participação de representantes da sociedade civil.

A autora ressalta que o acervo patrimonial tombado no Brasil abrange 20 mil edifícios, 57 centros e conjuntos urbanos, 13 mil sítios arqueológicos cadastrados, mais de um milhão de objetos, cerca de 250 mil volumes bibliográficos, documentação arquivística e registros fotográficos, cinematográficos e videográficos. Entre eles, estão dezenove monumentos culturais e naturais considerados pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade.

“A preservação de todo esse patrimônio acumulado nos cinco séculos de nossa história demanda fluxo constante de recursos, sob pena de ocorrer sua inevitável e irrecuperável degradação”, afirma.

Tramitação - A proposta tramita em caráter conclusivo e será examinada pelas comissões de Educação e Cultura; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Reportagem- Oscar Telles 
Edição- Mariana Monteiro
Agência Câmara de Notícias
Foto - Luiz Cruvinel

domingo, 6 de novembro de 2011

Ordem do Mérito Cultural 2011

Cerimônia de entrega das medalhas será realizada nesta quarta-feira (9), em Recife


Nesta quarta-feira, 9 de novembro, Recife receberá a solenidade de entrega das insígnias da Ordem do Mérito Cultural 2011. A cerimônia da mais alta condecoração da Cultura brasileira será realizada, este ano, pela primeira vez na região Nordeste. O palco escolhido para a festa foi o Teatro de Santa Isabel. As comendas são entregues pela Presidência da República e pelo Ministério da Cultura a personalidades, grupos de pessoas, iniciativas e a instituições que tenham prestado relevantes contribuições para a Cultura do país.

O tema da Ordem do Mérito Cultural de 2011 é a jornalista e escritora Patrícia Rehder Galvão (1910-1962), mais conhecida pelo apelido de Pagu. Inquieta e de comportamento destemido, Patrícia era feminista e militante do Partido Comunista Brasileiro. Ficou conhecida como uma mulher que viveu à frente de sua época, que sempre buscou quebrar preconceitos.

A escolha de Pagu como tema da edição 2011 da OMC, segundo a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, teve o intuito de conferir uma homenagem “ a uma mulher extraordinária, raro exemplo de militância cultural, política e existencial, sempre com uma perspectiva inovadora e transformadora”.

A  ministra comentou também a decisão de realizar pela primeira vez a entrega das medalhas do Mérito Cultural em um estado da região Nordeste:  “a escolha de Pernambuco reforça a nossa visão da riqueza e da multiplicidade culturais do Brasil. O estado vive hoje um momento novo e especial de sua história, expressando-se com vigor nos mais diversos campos do fazer e do criar”, afirmou.

Fato inédito: dois maranhenses negros receberão a Comenda Ordem do Mérito da Cultura

João do Vale (In memorian) Nasceu em Pedreiras, no Maranhão, a 11/10/1933. Quinto de oito irmãos ajudava em casa, vendendo balas e doces feito pela mãe. Freqüentou a escola até o terceiro ano primário, quando teve de interromper os estudos – não para trabalhar, mas para ceder lugar ao filho de um coletor recém-nomeado para trabalhar em Pedreiras.

Aos 12 anos mudou-se com sua família para São Luis e aos 14 tomou a decisão de morar no Sul – sonhava com o Rio de Janeiro. Como seus pais não o deixariam partir fugiu de trem para Teresina e arranjou emprego como ajudante de caminhão. Viajava de Fortaleza a Teresina, um dia chegou a Salvador, primeira cidade grande que conhecia, e em seguida foi para Minas Gerais. Chego ao Rio de Janeiro, de carona, aos 17 anos e foi ser ajudante de pedreiro.

Trabalhava e dormia na construção; à noite percorria as rádios na esperança de se aproximar de algum artista. O primeiro a que teve acesso foi Zé Gonzaga, que a princípio não quis ouvir suas músicas, mas, depois, gostou muito delas e gravou Cesário Pinto, que fez sucesso no Nordeste. Luís Vieira foi o segundo que João procurou, conseguiu que Marlene gravasse Estrela Miúda (de autoria dos dois).

Embora não tenha sido fácil, o início da carreira de João do Vale foi rápido, pois ele chegara ao Rio no final de 1950 e, já no ano seguinte, suas músicas começaram a ser gravadas. Em 1952, foi pela primeira vez receber os direitos autorais, surpreendeu-se com a quantia: 200 cruzeiros. Uma fortuna, para quem suava na construção por 5 cruzeiros mensais.

Além de Marlene – que gravou várias composições de João -, Luís Vieira, Dolores Duran, Luiz Gonzaga e Maria Inês também cantaram e registraram sues trabalhos com êxito.

Em 1954, participou com figurante do filme Mão Sangrenta, dirigido por Carlos Hugo Christansen, João do Vale conheceu Roberto Farias – na época assistente de direção, - que, ao se transformar em diretor, convidou o compositor para musicar alguns de seus filmes, como No Mundo da Luz, de 1958. Além disso, em 1969 ele comporia a trilha sonora de Meu Nome é Lampião, de Mozael Silveira.

Profa Claudet Ribeiro. 

Dois negros que assim como Pagu, a quem o MinC homenageia, eles contrariam a ordem natural das coisas. No lugar da "presdestinação" à marginalidade como a são condenados a grande maioria do povo negro, a sabedoria, o conhecimento e a transmissão dos saberes. Dois mestres que merecem o reconhecimento do povo maranhense! Viva João do Vale! Parabéns à Profa Claudete.

Condecorações

Este ano serão concedidas 51 condecorações a  representantes da Cultura brasileira, distribuídas nas  categorias Grã-Cruz, que é a mais alta graduação da Ordem, Comendador e Cavaleiro. Nesta edição 18 personalidades serão agraciadas com a Grã-Cruz, 13 com a Comendador e cinco com a ordem Cavaleiro, além de 15 associações culturais e grupos artísticos que receberão a comenda da Ordem do Mérito Cultural.

Instituída pelo MinC em 1995, a OMC já concedeu mais de 500 condecorações a nomes ilustres da história e das artes brasileiras, tais como Santos Dumont (in memoriam), Bibi Ferreira, Ângela Maria, Cartola (in memoriam), Ana Botafogo, entre outros.  As medalhas são direcionadas a um amplo universo temático, de forma a abranger a diversidade marcante da cultura do país. Contemplam as tradições de grupos étnicos, as expressões da cultura popular, as artes visuais, a música, a literatura, o teatro, o cinema, o design, a produção intelectual, entre outros segmentos que compõem o grande espectro cultural do país.

Por Patrícia Saldanha da Ascom/Minc e blog do Eri Castro
Fotos: Marcelo Lyra

Bloco Tradicional Os Mariocas na Roda de Samba da Pedra do Sal


Nesta segunda-feira, 07 de novembro, a partir das 20hs,a tradicional Roda de Samba da Pedra do Sal vai ser pra lá de especial com a participação do Bloco Tradicional Os Mariocas que é um grupo formado por dançarinos, músicos, atores e amantes da cultura popular brasileira que se uniram para resgatar e divulgar as brincadeiras e festas populares, em especial aquelas pertencentes à cultura do Maranhão.

Unidos neste mesmo ideal, cariocas e maranhenses radicados no Rio de Janeiro deram origem a Companhia Mariocas, que busca mesclar em seu trabalho a dança, a música e o teatro de rua, por meio da pesquisa dos ritmos e danças do folclore e da cultura popular brasileira. 

A Companhia desenvolve, desde sua criação, espetáculos de rua, oficinas e intercâmbio entre entidades culturais e educativas, comunidades e grupos artísticos. Atendendo também às comunidades carentes principalmente as do Estado do Rio de Janeiro, visando a educação, reabilitação e ativação da veia artística de talentos adormecidos em crianças, jovens e adultos.


Pedra do Sal 

A Pedra do Sal é um lugar místico para os amantes do samba e do choro. Ela pode ser considerada como o núcleo simbólico da chamada "Pequena África“. A região em torno da Pedra do Sal era repleta de zungus, casas coletivas ocupadas por negros escravos e forros. Ali se reuniam Donga, João da Baiana, Pixinguinha e Heitor dos Prazeres - precisa dizer mais? Fica a 100 metros do Largo de São Francisco da Prainha. É uma pedra com degraus escavados, por onde se pode subir para o Morro da Conceição, que é um passeio imperdível para qualquer carioca que se preze, e também para pessoas de fora do Rio. 

A idéia da roda de samba, que acontece todas as segundas-feiras das 18hs às 22hs, partiu do músico e percussionista André Correa, integrante do grupo Batuque na Cozinha.


Por Henrique Machado
Fotos: César Nascimento e divulgação

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Segunda Chamada do Prêmio Viva Meu Mestre


O Grupo de Trabalho Pró-Capoeira divulga relação de candidatos desclassificados por não apresentarem documentação complementar requerida no edital, e relação de candidatos classificados em lista de espera que estão convocados para apresentarem documentação complementar em 5 dias úteis. 

Candidatos desclassificados:
  • Artur Emídio de Oliveira - Mestre Artur Emídio
  • Antônio Conceição Pereira - Mestre Bigode
  • Paulo Ferreira - Mestre Paulo Brasa

 Candidatos da lista de espera convocados na segunda chamada:

101 - Paulo Sérgio da Silva - Mestre Paulão da Muzenza
103 - Reginaldo da Silveira Costa - Mestre Canhoto
102 - Eduardo Wilso Nascimento - Mestre Squisito

Ascom do IPHAN

Iphan-PE e prefeitura de Caruaru criarão Comitê Gestor para a mais famosa feira do Município


Nos dias 09 e 10 de novembro, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan-PE, em parceria com a Prefeitura Municipal de Caruaru, realizarão, no Auditório do Hotel Eduardo de Castro, um Fórum com o objetivo de criar um Comitê Gestor para a Feira de Caruaru, localizada no Agreste Pernambucano. 

A Feira reflete a vida, os hábitos, a alma e a cultura do povo local, sendo um lugar de memória e de continuidade dos saberes, fazeres e expressões tradicionais nordestinas. Desde dezembro de 2006, a Feira que é referência viva da história e da cultura, é considerada um Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. 

Os bens culturais registrados são necessariamente inventariados, documentados e estudados. Essas pesquisas ajudam a identificar quais problemas ameaçam a continuidade da existência desses bens e também de que forma sua produção, circulação e valorização podem contribuir para melhorar a vida das pessoas que com eles se identificam. O futuro Comitê contará com a participação de representantes do Estado e da sociedade e irá coordenar o desenvolvimento do Plano de Salvaguarda, sua avaliação e desdobramentos.

A Feira de Caruaru



Localizada no município que leva seu nome, a Feira de Caruaru está a aproximadamente 130 km da capital, Recife. Instalada no Parque 18 de Maio – antigo Campo da Monta é uma feira permanente, formada por diversas seções ou “feiras”. São 13 as feiras que constituem a Feira de Caruaru: Feira de Gado, Feira dos Importados, Feira da Sulanca, Feira do Artesanato (incluindo o Museu do Cordel), os Mercado de Farinha e da Carne, Feira das Frutas e Verduras, Feira de Raízes e Ervas medicinais, Feira do Troca-troca, Feira de Flores e Plantas Ornamentais, Feira do Couro (calçados, chapéus, bolsas), Feira Permanente de Confecções Populares, Feira de Bolos, Goma e Doces, Feira das Ferragens e Feira do Fumo.

As origens e a história

Na época da colonização, área do município de Caruaru era ocupada pela Sesmaria Ararobá, antes habitada pelos índios Cariri, que denominavam a região de “Caruru” ou “Caruaru” (caru: principal; aru: campo ou sítio). A história de Caruaru teve início com a chegada dos familiares do Cônego Simão Rodrigues de Sá nos fins do século XVII, incentivando as informações de viajantes sobre possibilidades de exploração econômica naquela localidade.

No início do século XVIII, Caruaru era uma fazenda de gado localizada às margens do Rio Ipojuca, que era utilizada como caminho das boiadas para os engenhos. Em 1978, José Rodrigues de Jesus inicia a construção da capela de Nossa Senhora da Conceição. A fazenda se tornava um ponto de encontros, onde aos domingos se assistia a missa e se encontravam parentes e conhecidos, ocorrendo também negociação de artigos. A presença dos mascastes era habitual naqueles caminhos. Estes passaram a pedir refeições como também dormitórios aos moradores da fazenda. Assim se iniciavam as relações comerciais.

Em 18 de maio de 1857, Caruaru é elevada de vila à categoria de cidade.
Ao longo dos séculos XIX e XX, os acessos pela estrada de ferro e mais tarde pelas rodovias tornaram Caruaru o polo comercial mais importante da região. A feira cada vez mais fortalecida em todos os sentidos permaneceu localizada no centro da cidade, por quase dois séculos. Transferida para o Parque 18 de Maio, (antigo Campo de Monta) situado na margem sul do Rio Ipojuca permanece até hoje mantendo a sua importância.

Apoio e fomento

O Governo Federal, por meio do Programa Nacional do Patrimônio Imaterial – PNPI, busca apoiar e fomentar projetos de identificação, reconhecimento, salvaguarda e promoção do patrimônio cultural brasileiro.

Isto quer dizer que o Iphan pode contribuir como parceiro no trabalho de instituições e grupos locais que querem preservar bens e práticas que identificam como “patrimônio”. Muitas ações são realizadas a partir do diálogo e da negociação com as pessoas que propõem projetos aos Editais do Programa Nacional do Patrimônio Imaterial (PNPI) ou com os grupos locais: Prefeituras, Associações Comunitárias, Organizações Não Governamentais, Secretarias Estaduais, Municipais, Microempresas, enfim, todo e qualquer tipo de instituição, pública ou privada, pode, junto com o Ministério da Cultura e o Iphan, promoverem ações de preservação de nossos bens culturais.

Serviço
Fórum para criação de Comitê Gestor
Local: Auditório do Hotel Eduardo de Castro – Caruaru/PE
Horário: 08 às 13h

Fonte: Ascom- Iphan/PE

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Oficina do PNC: MinC analisa propostas de metas


A Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura (SPC/MinC) realiza, na próxima semana, oficina especial para análise das contribuições apresentadas durante a recente consulta pública sobre as metas do Plano Nacional de Cultura (PNC). Os encontros serão realizados nos dias 7 e 8 de novembro, a partir das 9h, na sede do ParlaMundi (SGAS 915, lotes 75/76), em Brasília.

Os trabalhos fazem parte do processo de análise e estruturação das metas de desenvolvimento institucional e cultural do PNC, para os próximos dez anos. Após a criação da Lei do Plano Nacional de Cultura (Lei nº 12.343), sancionada em dezembro de 2010, cabe agora ao MinC definir estas metas.

A oficina vai contar com a participação de gestores de todas as unidades do Sistema MinC e de integrantes dos colegiados setoriais do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC), além de todos os conselheiros do órgão colegiado. A oficina deverá contar com a presença do secretário-executivo do MinC, Vitor Ortiz.

O Conselho Nacional de Política Cultural é formado por gestores públicos e representantes de diferentes segmentos culturais da sociedade civil, sob a coordenação do MinC. Tem a missão de subsidiar o ministério na elaboração das políticas públicas para o setor.

Encaminhamento

Durante os trabalhos da oficina, serão analisadas as proposta debatidas durante a Consulta Pública,  entre elas, as 48 metas apresentadas pelo Ministério da Cultura e as mais de 60 novas sugestões feitas pela sociedade civil.

No processo da consulta pública, a população foi questionada sobre diversos temas, como  o reconhecimento e a promoção da diversidade cultural;  a produção e difusão cultural; a ampliação e a qualificação dos espaços culturais; a articulação federativa das políticas públicas para a área cultural; os mecanismos de fomento; e o desenvolvimento sustentável.

Após a oficina, será elaborado um texto de recomendações ao MinC para orientar nos trabalhos de elaboração da versão final das metas. A proposta finalizada passará, ainda, pela apreciação do CNPC, antes de ser encaminhada para publicação no Diário Oficial da União, até o final deste ano.

Por Patrícia Saldanha da Ascom do MinC

Tardes da Paz no Jardim de Infância da 404 Norte

Tardes da Paz é um projeto que tem por objetivo a integração da comunidade através de atividades mensais de lazer que sejam educativas e humanizadoras, com propósito de estimular a construção de uma cultura de paz, através de ações afirmativas e a reafirmação de valores como o respeito, fraternidade, solidariedade, responsabilidade social entre outros.

O evento objetiva ser alternativa ao lazer de mercado, que induz ao consumismo, ao individualismo, à homogeneização cultural e por ter características classistas e estar diretamente vinculada à disponibilidade de capital, à insatisfação e à sensação de fracasso e angústia.

Para nós, o lazer deve ser entendido como prática social de integração e humanização. Considera outros conteúdos além dos esportes e recreação. Atividades de cunho artístico, intelectual, manual e social. Compreende que as atividades de lazer devam ser inclusivas, agregadoras, humanizadoras e capazes de formar cidadãos críticos e solidários.

É urgente e necessário educar os seres humanos a uma vivência crítica do lazer, entendendo sua importância, sua função social e a necessidade de promover as mudanças necessárias no plano cultural.

Para começar a promover estas mudanças, acreditamos ser a escola o veículo principal de educação e mobilização comunitária. A mudança do modelo de lazer, do alienador para o humanizador será resultado de outra mais profunda e transformadora, a da educação.

Partindo desses pressupostos, um grupo de pais do Jardim da Infância da 404 Norte decidiu por criar a oportunidade de uma vivência de lazer integradora através da apropriação do ambiente escolar por outras formas de abordagens educativas que possam ressignificar as atividades de lazer, os vínculos entre a escola e a comunidade, a ocupação do espaço público,  e o desenvolvimento de uma cultura de paz.

Nosso próximo encontro acontecerá no dia 05/11 a partir das 15:00 hs, na área externa do Jardim de Infância da 404 Norte.

Programação:

Teatro: "Rabequinha toca Mozart", Cia Burlesca.
Oficina: Cacuriá, dança popular do Maranhão , com Lyvian Sena e Cristiano Olimpio, integrantes do Boi do Seu Teodoro.
 

Compositor e escritor Nei Lopes abre hoje a programação do projeto Conexão África Brasília

Nei Lopes participará de um bate-papo sobre a influência da cultura negra na atual produção musical brasileira

É de Irajá, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro, de onde vem Nei Lopes, músico, historiador e escritor, que deixou de lado os carnavais no Salgueiro e na Vila Isabel para se aventurar em um bloco de rua em Piraí, município localizado no Vale do Médio Paraíba, também no Rio. Cantor e compositor, Nei é um dos responsáveis pela exaltação da cultura negra na música popular brasileira, com seus textos e canções com temática afro. Com todo o seu samba na veia, Nei Lopes vem a Brasília para abrir o projeto Conexão África Brasília, nesta quinta-feira (3/11), na Sala Cássia Eller, da Funarte. A programação também conta com shows das cantoras brasilienses Cris Pereira, Ligiana Costa, Renata Jambeiro; da goiana Camilla Faustino e da carioca Zezé Motta, que encerra o evento dia 25.

Ao lado de Wilson Moreira, Nei Lopes deixou na história um dos álbuns mais importantes da música brasileira: Ao povo em forma de arte. O trabalho, com um repertório centrado na africanidade, impulsionou projetos literários. "Comecei exatamente refletindo sobre o samba e depois enveredei para outros caminhos, com ensaios, ficções. Nos meus romances, o universo do samba se entrecruza muito bem com o universo da história, da África, e eu acho isso saudável", comenta.

O compositor carioca observa que o brasileiro não consome literatura nacional. De acordo com Nei, nas relações dos livros mais vendidos não há títulos brasileiros, mas que, agora, acontece algo interessante: o aumento da venda das obras paradidáticas. O motivo seria a lei 10639/03, que institui o ensino da história da África e dos africanos no currículo escolar. "Vivemos num momento de muitas influências de determinadas correntes religiosas que demonizam a cultura africana e a cultura afro brasileira e isso é muito sério. Dentro das próprias escolas publicas há resistência", argumenta o vencedor do Jabuti (2009), com História e cultura Africana e afro-brasileira, na categoria paradidáticos.

Quilombo


Insatisfeito com os rumos que as escolas de samba estavam tomando no início da década de 1970, o mestre Candeia decidiu fundar o Grêmio Recreativo de Arte Negra e Escola de Samba Quilombo. "O espetáculo, as questões mercantilistas se sobrepuseram à valorização das comunidades", lembra Nei Lopes, sobre o período pós golpe de 1964 e em plena ditadura.

"O Quilombo foi uma entidade do movimento negro que tinha uma faceta de escola de samba em um determinado momento porque, durante o resto do tempo, se dedicava a projetos de inserção, tendo a cultura negra como meio condutor. E isso foi muito bom, pena que durou pouco. O Quilombo foi criado em 1975 e terminou em 1978, com a morte prematura do Candeia. Ele era uma liderança muito forte e ainda tentamos manter alguma coisa, mas não conseguimos", constata.

As transformações chegaram a um ponto que faltam negros nas agremiações. De acordo com Ancelmo Gois, a Beija-Flor quer mostrar a influência da cultura africana em São Luís, em 2012, mas não tem contigente necessário. Para Nei Lopes, "a presença do negro ficou simbólica". "O samba como um universo de cultura negra foi desconstruído e os meios de comunicação têm uma culpa muito grande sobre isso. Eles o reduzem como um gênero música que toca somente durante o carnaval. Não há uma valorização do samba como arte de permanência e de efervescência durante o ano inteiro", completa.

Música negra brasileira

Pouco antes da segunda apresentação em Brasília, nesta sexta, às 18h, Nei Lopes participará de um bate-papo sobre a influência da cultura negra na atual produção musical brasileira com o brasiliense DJ Pezão. "A influência da música africana já se diluiu porque ficou brasileira. A grande matriz da nossa música na África está em Angola e no Congo, mas também há a vertente que está na África Ocidental que tem muita força na Bahia. Essa marca ficou sendo a mais forte e está aí até hoje, nos axés da Ivete Sangalo, no ritmo de Timbalada, no som de Carlinhos Brown. É uma africanidade que está mais perceptível", adianta o cantor carioca.

Por Gabriela de Almeida e Maíra de Deus Brito

Projeto obriga Ecad a repassar 50% da arrecadação a municípios

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 1456/11, do deputado Ratinho Junior (PSC-PR), que altera a legislação sobre direitos autorais para determinar que o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) deverá repassar a cada município 50% da respectiva arrecadação mensal para serem aplicados em programas desenvolvidos pelas secretarias municipais de Cultura.

A proposta determina ainda que cabe às secretarias municipais de Cultura fiscalizar o escritório central, as associações e os usuários de música, sem prejuízo da fiscalização própria do escritório central.
Desvios de recursos

De acordo com o deputado, o volume de recursos financeiros administrado atualmente pelo Ecad é vultoso e exige cada vez mais cuidado, rigor e seriedade na sua destinação.

Para ele, o modelo atual facilita o desvio de recursos, pois não existe uma fiscalização adequada dos usuários de música, fonte de recursos para os detentores dos direitos autorais.

“A atuação vigorosa das secretarias municipais de cultura vai intensificar a fiscalização, pois a arrecadação municipal pode ser expressivamente incrementada”, defende Ratinho Junior. “Além disso, haverá recursos para novos e melhores programas e ações voltados para a cultura.”

Direitos autorais

O Ecad é uma sociedade civil de natureza privada instituída pela Lei 5.988/73 e segue os preceitos dos dispositivos da Lei 9.610/98 (Lei dos Direitos Autorais).

O Ecad considera usuários de música as pessoas físicas ou jurídicas que utilizam música publicamente, entre elas: promotores de eventos e audições públicas (shows em geral, circos), cinemas e similares, emissoras de radiodifusão (rádios e televisões de sinal aberto), emissoras de televisão por assinatura, boates, clubes, lojas comerciais, entre outros.

Tramitação

O projeto será analisado pelas comissões de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Em seguida, segue para análise pelo Plenário.

Reportagem: Murilo Souza
Edição: Newton Araújo
Foto: Beto Oliveira

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Seu Teodoro, o patriarca da cultura popular na capital

Seu Teodoro chegou à cidade em 1962, trabalhou na Unb, criou o Centro de Tradições Populares e segue mantendo viva a cultura do Bumba meu boi na cidade

O maranhense Teodoro Feire, conhecido como Seu Teodoro, nasceu na pequena cidade de São Vicente de Ferrer, localizada a 280 km de São Luis, em 1920. Desde os seus 8 anos é apaixonado pelo cultura popular e dedica-se a tradição de sua região, o Bumba meu boi e outra paixão curiosamente é o time de futebol Flamengo. Em épocas festivas saia às escondidas para acompanhar cantadores e as toadas de boi, escondido da sua mãe. Passou uma temporada no Rio de Janeiro até chegar a Brasília em 1962.

Assim que chegou à capital do Brasil, foi trabalhar na Universidade de Brasília e após um ano criou o Centro de Tradições Populares, em Sobradinho, com o intuito de difundir e levar adiante as festas e danças dessa importante manifestação da cultura e folclore brasileiro. “É importante manter a dança do boi viva para as novas gerações”, fala.

A primeira apresentação e visita a cidade aconteceu mesmo antes de morar em Brasília. Foi no primeiro aniversario da cidade, quando veio para fazer uma apresentação. Encantou-se com o planalto e veio para ficar.

O Centro de Tradições Populares, no começo era tudo bem simples, feito de paredes de taipa e teto de palha. Hoje tem uma boa estrutura e reúne cerca de 75 integrantes e onde faz apresentações de bumba-meu-boi, de Tambor-de-Crioula e comemora as festas de São Sebastião, São Lázaro e da Matança do Boi (essa há 48 anos).  Há também o Encontro de Bumba meu Boi realizado na Funarte, em sua homenagem.

As festas costumam reunir diversos brincantes e objetivam divulgar uma das mais antigas manifestações populares brasileiras, sempre mostrando o encontro de sotaques de Bumba meu Boi, como o zabumba, a orquestra e o da baixada grupos para apresentação.

Sotaques de Boi

As manifestações podem ser vistas em praticamente todos os estados do Brasil. O que diferencia os grupos são os sotaques, os ornamentos e os instrumentos utilizados pelos participantes. Com algumas variações de região para região, os grupos de Boi utilizam instrumentos como o maracá, a matraca, o pandeirão, o tambor onça, o tamborinho, o zabumba, o tambor de fogo.

91 anos

Prestes há completar 91 anos em 9 de novembro, Seu Teodoro tem a imensa honra e o merecido reconhecimento, de receber das mãos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva Silva e do ex Ministro da Cultura Gilberto Gil, a Ordem do Mérito Cultural tornando-se uma grande referência de cultura popular na cidade e um patrimônio imaterial do Distrito Federal.

Endereço: Centro de Tradições Populares
Quadra 15, Área Especial – Sobradinho – DF
Presidente : Guarapiranga Freire – (61) 9669-1020


Por Gabriel Alves
Foto: Daiane Souza- Agência UnB

Seminário na Finep exalta alegria e irreverência dos antigos carnavais de União da Ilha, São Clemente e Caprichosos

Evento gratuito no dia 04/11 (sexta, 19 horas) homenageia Maria Augusta Rodrigues, Aroldo Melodia, Didi, entre outros


A série “Escola de Inovação” volta  à FINEP no dia 04 de novembro (sexta-feira), a partir de 19 horas, para homenagear as histórias de União da Ilha do Governador, São Clemente e Caprichosos de Pilares. O título do seminário é: “Como será o amanhã? Saudade da alegria, irreverência e do samba que sambou”.  A partir da década de 70, enquanto algumas escolas cresceram por intermédio da riqueza plástica, estas agremiações resolveram “combater” na pista com as armas da alegria, irreverência e originalidade, eternas marcas do carnaval de rua.

Quem não se lembra de “O Amanhã” (1978) e “É hoje” (1982), clássicos da União da Ilha gravados por diversos cantores da MPB? E do desfile “Saudade”, da Caprichosos, em 1985, que marcou época com o refrão: “Tem bumbum de fora pra chuchu, qualquer dia é todo mundo nu”?

A São Clemente - que acaba de completar meio século de vida - foi outra que não ficou para trás ao proclamar, em 1990: “Virou Hollywood isso aqui!”, uma das maiores críticas ao crescimento exagerado das escolas de samba. A ideia do evento é questionar: é possível voltarmos aos bons tempos dos desfiles mais leves e enredos politicamente incorretos?

E como “a tristeza nem pode pensar em chegar”, os convidados são a carnavalesca e comentarista Maria Augusta, o carnavalesco e articulista Luiz Fernando Reis, o carnavalesco da São Clemente, Fábio Ricardo, o jornalista e assessor de imprensa da Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba), Vicente Dattoli, o jornalista Anderson Baltar e o compositor Carlinhos Fuzil.

Criados há dois anos, os debates gratuitos da série “Escola de Inovação” apresentam ao público diversos personagens e desfiles marcantes da Avenida Marquês de Sapucaí.

Já passaram pela FINEP personalidades ligadas ao universo das escolas de samba como Neguinho da Beija-Flor, Sérgio Cabral, Paulo Barros, Elza Soares, Pinah, Fernando Pamplona, Rosa Magalhães, Renato Lage, Dodô da Portela, entre outros.

Até o próximo carnaval, está agendado mais um seminário, desta vez em homenagem ao Império Serrano e ao trabalho de Dona Ivone Lara, a primeira mulher compositora de samba-enredo.


Seminário - Como será o amanhã? Saudade da alegria, irreverência e do samba que sambou

Debatedores: Maria Augusta, Luiz Fernando Reis, Fábio Ricardo, Vicente Dattoli, Anderson Baltar e Carlinhos Fuzil

Mediador: Fábio Fabato


Espaço Cultural FINEP
Praia do Flamengo, 200 - Pilotis (Próximo à Estação Largo do Machado, do Metrô)
Data: 04/11 (sexta-feira) – 19 horas
Entrada Franca (Não há necessidade de inscrição prévia)



Por Marcelo O'Reilly de  Miranda do Portal Academia do Sam