
Entre os dias 14 e 20 de junho, aconteceu na Capital a terceira edição do Festival Internacional de Teatro de Animação de Florianópolis (FITAFLORIPA), com 19 companhias de teatro de cinco países: Peru, Itália, Espanha, Brasil e França, esse em comemoração ao Ano da França no Brasil. O público recorde, estimado em 20 mil pessoas, superou o ano anterior gerando novas expectativas. "Isso significa a realização do quarto FITAFLORIPA, que já estamos organizando sem mesmo ter saído da terceira edição", afirma Sassá Moretti, coordenadora geral do festival junto com Zélia Sabino, quem assina a coordenação executiva.
No total 41 apresentações foram realizadas em 13 espaços da Capital, entre teatros e locais públicos, gratuitos ou a preços populares (R$8 e R$4). Grandes referências do teatro mundial em animação fizeram parte deste cenário como a magia das sombras da Cia. Gioco Vita, da Itália, com o espetáculo "Pépé e Stella"; "Cuentos Pequeños", da companhia peruana Hugo & Inês, que se utiliza de partes do corpo para dar vida a personagens. "São como seres vivos, como se fossem de carne e osso, porém sou eu mesmo", diz Hugo Suarez,
Em se tratando de manipulação de bonecos com fios a Cia. Jordi Bertran, da Espanha, com "Antologia", encerra o festival com o espetáculo apresentado desde 1987. "Já é considerado um clássico, está ficando quase perfeito", brinca Bertran que ganhou os palcos do mundo inteiro com a mesma peça. "Cansar destes personagens seria cansar de mim mesmo", ressalta do grau de cumplicidade que tem com os bonecos.A quarta atração internacional ficou por conta do "Passage Désemboîté", da companhia francesa Les Apostrophés, invadiu as ruas do centro da Capital e prendeu atenção dos transeuntes e curiosos, quem parou para assistir pode garantir boas risadas. Homens de terno e gravata manipulavam objetos simples fazendo deles personagens que ditavam o ritmo de ações dos quatros atores, com o sanfoneiro que conduzia o público entre as várias histórias.

Mas não foi só isso: a magia do teatro floresceu em outros pontos da cidade, com companhias nacionais, com destaque também para os catarinenses. Os brasileiros mostraram igualmente ao que vieram, como a Cia. Circo de Bonecos, com o espetáculo "Circus - A nova turnée"que encantou e lotou o auditório principal da UFSC. Os catarinenses também contribuíram com luzes, cores e muita animação.
O espetáculo "Socorro", do Ronda Grupo de Dança e Teatro, de Florianópolis, lotou o teatro da Ubro, e para ver o "Hagënbeck", da Cia. Experimentus Teatrais, de Itajaí, foi preciso realizar uma segunda sessão, porque os ingressos já haviam esgotado pelo menos quatro horas antes do início da peça.
A programação do festival contemplou ainda oficinas e mesa de conversa.O FITAFLORIPA também contribui para formação de profissionais. O evento promoveu oficinas voltadas a estudantes da linguagem e professores de artes. Jordi Bertran ministrou oficina com o tema Manipulação com Fios nas oficinas do Centro Integrado de Cultura (CIC). No mesmo local, Tiche Vianna falou sobre O Ator e a Máscara, de 15 a 19 de junho, das 9h às 13h.
A programação contemplou ainda a mesa de conversa com a professora Dra. Ana Maria Amaral, da Universidade de São Paulo, e o professor Dr. Valmor Beltrame, da Universidade Estadual de Santa Catarina (Udesc). Eles intermediaram debate entre o Núcleo #2 do Sujeito de Cena Teatro, São Paulo (SP), o Ronda Grupo de Dança e Teatro, Florianópolis (SC) e a Cia. Experimentos Teatrais, Itajaí (SC). Os três grupos pesquisam o ator em cena e trazem nos seus espetáculos algo em comum: o boneco.
Phelipe Janning da Assessoria de Imprensa 3º FITA http://www.fitafloripa2009.blogspot.com e http://www.fitafloripa.com.br
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